4º Lugar

As conversas são para a sala. Chamadas e vídeos com auscultadores, ou lá fora.

O 4º Lugar é uma norma voluntária para locais que mantêm o áudio privado em privado. O terceiro lugar consistia em estar juntos. O quarto trata de como partilhamos o ar enquanto o estamos.

A norma

Um compromisso, em linguagem clara.

Um local que exibe a placa assumiu um compromisso concreto para com as pessoas na sala.

4º
LUGAR
FOURTHPLACESTANDARD.ORG

O áudio privado não é emitido no nosso espaço interior partilhado. As chamadas e os vídeos são atendidos com auscultadores, ou lá fora.

Inclui. Chamadas em alta-voz, videochamadas com áudio, vídeos sem auscultadores, música pelo altifalante do dispositivo, mensagens de voz reproduzidas em voz alta.

Fora do âmbito. Necessidades de acessibilidade, comunicação de emergência, uso operacional do pessoal, interação entre cuidador e criança, trocas breves, atividades de grupo consentidas.

Aplicação. O pessoal pede com amabilidade, apontando para a placa. Nada mais. A função da placa é tornar a norma visível; a da norma, fazer com que a placa signifique algo.

Ler a norma completa →

Porque existe

Um problema dos bens comuns sem dono atual.

As normas de áudio no espaço público degradaram-se ao longo da última década em grande parte do mundo. A mitigação foi transferida em silêncio para quem está à volta, que compra auscultadores com cancelamento de ruído para absorver um custo que quem o gera não assume. A norma nomeia o que os locais podem declarar para restaurar o costume.

01
O áudio sai do dispositivo.
Chamadas, vídeos, música, mensagens de voz: o que antes exigia uma sala à parte ou uns auscultadores acontece agora abertamente em cafés, restaurantes, transportes, teatros e parques.
02
O custo recai sobre quem está à volta.
A mitigação que se espera é que quem se incomoda use auscultadores com cancelamento de ruído. À conduta que gera a externalidade não se pede que a assuma.
03
Nenhuma norma nomeia a alternativa.
Os locais, isoladamente, carecem de um quadro para declarar um costume. Os clientes, isoladamente, carecem de legitimidade para o impor. Uma placa visível e normalizada muda ambas as coisas.
Como participar

Duas formas de entrar.

Para locais
Adote a norma.

Gratuito, voluntário, sem taxas, sem inspeções. Adotá-la leva cerca de dez minutos. A placa chega como um kit para descarregar.

  • Leia a norma (é curta).
  • Registe o seu local no diretório.
  • Descarregue o kit de placa no seu idioma.
  • Imprima, exiba e informe o seu pessoal sobre as frases recomendadas.
Registar o seu local
Para clientes
Encontre um, ou peça-o.

Use o diretório para encontrar 4º Lugares perto de si. Ou entregue um cartão de «pedido» ao seu local favorito que ainda não a tenha adotado.

  • Pesquise no diretório por cidade, país ou tipo de local.
  • Descarregue o cartão «Peça a um local» para o dar a um sítio próximo.
  • Denuncie locais que exibem a placa mas não a respeitam.
  • Mencione o 4º Lugar nas suas avaliações e recomendações.
Explorar o diretório
Diretório

Onde a norma está em vigor.

Um diretório público e gratuito de todos os locais que adotaram a norma. Sem colocações pagas, sem espaços patrocinados, sem publicidade. O diretório é o mecanismo de responsabilização da norma.

Explorar o diretório completo →

Porquê

O terceiro lugar consistia em estar juntos. O quarto trata de como partilhamos o ar enquanto o estamos.

A norma existe pela mesma razão que uma biblioteca tem um regulamento: os espaços partilhados só funcionam quando há um acordo comum sobre para que servem. O 4º Lugar não é uma campanha contra os telemóveis, a tecnologia ou qualquer geração. É um compromisso concreto sobre uma conduta concreta, tornado visível por uma placa normalizada.

Os cafés pensados para o trabalho tranquilo já não o permitem. Os restaurantes pensados para conversar difundem cada vez mais os vídeos dos outros. A mitigação que se espera de quem se incomoda é assumir o custo: comprando auscultadores, saindo da sala, calando-se. A norma nomeia o que os locais podem declarar em vez disso.

É um problema dos bens comuns. A placa é a intervenção mais pequena possível: um distintivo visível e reconhecível que significa uma coisa concreta, em qualquer cidade, em qualquer idioma. Adotá-la é gratuito. O diretório é gratuito. O kit de placa é gratuito. A norma, uma vez cumprida, não pede ao local nada além do que ele já escolheu ser.

Perguntas

O que as pessoas perguntam.

Isto é contra os telemóveis?
Não. A norma refere-se a uma conduta: emitir áudio privado no espaço partilhado. Os telemóveis, as chamadas e os vídeos não têm problema — com auscultadores, ou fora da sala. A norma nada diz sobre qualquer outro aspeto do uso do telemóvel.
Isto aplica-se ao exterior? Nos parques?
A norma rege o espaço interior partilhado de um local aderente, incluindo os interiores de veículos (cabinas, carruagens, automóveis). As esplanadas associadas a um local ficam ao critério do local. Os parques e praças inteiros estão fora do âmbito; as zonas tranquilas designadas no seu interior podem aderir com sinalização perimetral.
E a acessibilidade?
Fora do âmbito. A assistência auditiva para pessoas com deficiência auditiva, os dispositivos de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), os leitores de ecrã e outros usos de acessibilidade não são aquilo de que a norma trata. A norma rege o áudio privado discricionário, não a comunicação necessária.
Como é que se faz cumprir?
O pessoal pede com amabilidade. É tudo. A função da placa é tornar a norma visível; a do pessoal, apontá-la uma vez. A norma não autoriza os clientes a confrontar outros clientes.
Posso vender placas impressas?
Não. A marca da placa está protegida. Quem adere pode imprimir as suas em qualquer tamanho no formato normalizado, ou encomendá-las ao custo à Stathmos. Ninguém pode vender placas acima do custo de impressão. É assim que a norma evita transformar-se num mercado.
Quem está por trás disto?
A Norma 4º Lugar é emitida pela Stathmos, um projeto cívico de normalização sem fins lucrativos, por agora informal, fundado em Salamanca em 2026. A placa diz «4º Lugar»; a organização por trás dela é a Stathmos — os dois nomes cumprem funções distintas. A Stathmos compromete-se a um acesso público gratuito, sem publicidade, sem colocações pagas e sem licenciamento comercial da placa, para sempre.